Pedras Proibidas no Projeto de Fachadas: Quais Evitar e Por Quê
Evite prejuízos! Veja quais pedras não devem ser usadas no projeto de fachadas e entenda os riscos técnicos que isso traz para sua obra e sua construtora.
Você realmente sabe quais pedras podem ser usadas em fachadas?
Quem atua com obras sabe que a escolha dos revestimentos da fachada vai muito além da estética. Um erro comum é pensar que todas as pedras naturais são resistentes o suficiente para compor a fachada de um edifício — quando, na verdade, algumas delas apresentam sérios riscos de desplacamento, manchamento ou degradação precoce.
Se você é engenheiro civil e está à frente de obras em Londrina ou região, continue lendo: este artigo mostra quais pedras são consideradas inadequadas para fachadas, os motivos técnicos por trás disso e como especificar corretamente esse tipo de revestimento no projeto.

O que define se uma pedra pode ou não ser usada na fachada?
Antes de listar nomes, é importante entender os critérios técnicos que determinam a viabilidade de uso de uma pedra em fachada, especialmente quando aplicada em altura (acima de 3 metros). Os principais fatores são:
- Porosidade e absorção de água
- Dilatação térmica
- Fixação ao substrato
- Resistência a intempéries
- Comportamento sob ciclos de umidade e calor
- Compatibilidade com o sistema estrutural e argamassa de assentamento
Além disso, a norma ABNT NBR 13755/2017 estabelece critérios específicos para revestimento de fachada com placas cerâmicas e rochas naturais.

Pedras que não devem ser utilizadas em fachadas (especialmente em altura)
1. Arenito
- Alta porosidade e absorção de água
- Baixa resistência à erosão por vento e chuva
- Sujeito a desagregação com o tempo
2. Calcário (como Mármore Branco e Bege Bahia)
- Sensível a chuvas ácidas e poluição
- Mancha facilmente com água ou poluição urbana
- Baixa resistência mecânica para áreas externas
3. Pedra São Tomé (em tonalidades claras)
- Muito absorvente
- Perde aderência com facilidade
- Propensa ao desplacamento com variação térmica
4. Pedra Madeira
- Comportamento irregular ao longo da superfície
- Difícil de fixar com segurança em grandes áreas verticais
5. Mármores importados não tratados
- Pouca aderência com argamassa colante tradicional
- Alta incidência de manchas, eflorescência e perda de brilho

Desplacamento do revestimento na base da fachada, evidenciando perda de aderência do material.
O que pode acontecer se o engenheiro ou a construtora insistir no uso?
- Desplacamento precoce das peças
- Trincas nos painéis de revestimento
- Infiltração entre juntas mal seladas
- Manchas e desbotamento visível em menos de 2 anos
- Custos elevados com manutenção corretiva
- Responsabilização técnica por vício construtivo no pós-obra

Um revestimento inadequado pode gerar prejuízos que ultrapassam R$ 500 mil em recuperação e refações — além de comprometer a imagem da construtora junto ao cliente final.
Quais materiais são recomendados para fachadas?
Sempre que possível, escolha materiais com baixo índice de absorção, boa resistência mecânica e comprovação de desempenho técnico. Exemplos:
- Granitos nacionais polidos ou flameados
- Porcelanatos para fachada
- ACM (painéis de alumínio composto)
- Revestimentos com fixação mecânica certificada
- Cerâmicas extrudadas específicas para fachada ventilada
Lembre-se: a especificação ideal depende da análise técnica de cada projeto, considerando clima, orientação solar, dilatação da estrutura e exigência estética.
A importância de um projeto técnico especializado
O projeto de fachada não é apenas a planta da paginação de revestimento. Ele deve conter:
- Estudos de compatibilidade entre materiais e estrutura
- Detalhamentos de juntas de movimentação
- Especificação técnica de argamassas e primers
- Memorial descritivo com instruções de aplicação
- Cálculos de fixação e segurança (em casos de peças pesadas)

A Construlaudos Engenharia pode te ajudar
Com atuação técnica em Londrina e região, a Construlaudos Engenharia oferece projetos de revestimento de fachada com foco em durabilidade, segurança e prevenção de patologias.
Nosso diferencial está em unir a prática de obras com a visão pericial: sabemos exatamente o que dá errado em revestimentos — e por isso projetamos para que nada dê errado.
O que entregamos:
- Diagnóstico técnico e briefing com a construtora
- Estudos preliminares e simulações
- Projeto executivo completo
- Suporte durante a execução da obra
Conclusão: especificar corretamente evita prejuízo
Se você atua em uma construtora e está em fase de definição do projeto de fachada, não subestime o impacto da escolha das pedras. Muitas vezes, o material “mais bonito” ou “mais barato” traz um custo muito mais alto a longo prazo.
Investir em um projeto técnico é o que separa um acabamento durável de um retrabalho inevitável.
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